Quando foi demitido da única empresa em que havia trabalhado na vida, Artur manteve a crença em si mesmo e não se deixou abater pelas dezenas de negativas que ouviu ao se candidatar a novos empregos.

Buscava leituras que o motivavam e procurava estar ao lado de pessoas positivas que acreditavam no poder da vontade, embora sua família e os amigos mais próximos temessem que ele não conseguisse refazer a vida profissional e financeira, pois seu fundo de garantia destinava-se todo a cobrir as despesas principais da família

Artur era o único que se mantinha confiante, certo de que ficaria melhor do que estava antes. Repetia para si próprio os exemplos de superação de muitas outras pessoas. Aquele não era o primeiro desafio com que se deparava na vida, desde que deixara para trás a pequena cidade do interior onde nascera para trabalhar e estudar a noite, até conseguir se formar em engenharia.

Para manter a moral em alta, caminhava diariamente, lia os jornais todos os dias, procurava enviar e-mails e ligava para as empresas em busca de uma nova oportunidade de trabalho. Durante dez meses nada aconteceu. Com os recursos quase no fim, Artur decidiu não esperar mais. Continuou acompanhando o mercado de trabalho, fazendo contatos, enviando currículos, decidido a não esperar para trazer dinheiro para casa.

Lembrou-se da cidade onde nascera e do artesanato local, famoso em todo o Brasil. Sem comentar nada com ninguém nem com a família tomou um ônibus e voltou para o Norte. Chegando lá, entrou em contato com os artesãos locais, procurou cooperativas da região e verificou como poderia transformar o trabalho com fibras de coco e de canaúba em produtos para vender nas capitais e no exterior.

Procurou uma instituição de apoio ao pequeno empresário e foi em frente. Contratou uma estilista em bolsas e acessórios para desenhar os modelos, ajudou os artesãos no planejamento da produção e, assim, tornou-se empresário. Foi tão grande o sucesso das bolsas, dos cintos, dos chapéus e dos acessórios para casa, fabricados no interior, que ele se associou a um conhecido para tocar o negocio. Quatro anos depois, tinha, mudado sua vida saído da comunidade da pobre e pequena cidade onde nascera. A família toda passou a trabalhar no negocio e, hoje, Artur exposta para a França, os Estados Unidos e o Canadá. Comprou um apartamento maior, trocou de carro e é dono do galpão onde funciona sua empresa. Nada disso teria acontecido, se ele tivesse se abatido e perdido a motivação, enquanto os que estavam à sua volta temiam que nunca se recuperasse.

Motivacional para quem perdeu o emprego com a CRISE

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